segunda-feira, 6 de março de 2017

Visite uma escola


Já estava com saudades de escrever sobre educação e trazer coisas importantes para a melhoria do ensino em nosso país. Decidi fazer esta postagem motivado por uma conversa que tive a algum tempo com alguns amigos. Eles me contaram que ex-alunos da escola em que estudamos (Escola Estadual Prof. Emygdio de Barros, localizada no bairro Bonfiglioli, em São Paulo - SP), estão organizando uma visita e palestra motivacional aos atuais alunos atuais.

Achei a ideia sensacional, e totalmente coerente com o propósito do projeto Ensino Social. O que poderia ser melhor do que levar motivação e esperança aos alunos de escolas públicas, fazendo-os acreditar que é possível ter sucesso em suas vidas e carreiras profissionais mesmo estudando em colégios considerados pela sociedade como de baixa qualidade, frente a tantas escolas particulares?

Sabemos o quão difícil é para os jovens hoje ingressar no mercado de trabalho, ainda mais para jovens que estudam no ensino público, que em geral vem de uma realidade mais humilde e com menos recursos para competir por boas vagas. Mas acredito muito que cada um pode construir seu futuro, ser protagonista de uma história vencedora e com garra conquistar seu espaço.

Conheço diversas histórias interessantes de amigos que estudaram comigo nesta escola estadual e que hoje são empresários bem sucedidos ou que tem carreiras muito bacanas, que já viajaram o mundo, que são líderes em suas empresas. Cada uma dessas histórias é um ótimo exemplo para esses jovens que estão hoje iniciando a construção de seu espaço na sociedade e servem de incentivo poderoso para que eles possam acreditar em seus sonhos.

Dessa forma, imagino que cada um de nós possa contribuir de alguma maneira para que a escola pública, que pertence a todos os cidadãos brasileiros, e que dessa forma, deve ser apoiada, impulsionada e priorizada por nós para a formação de um novo Brasil. Afinal, não podemos esperar que nossos governantes vão investir para que a educação no país melhore, uma vez que é de interesse deles que ela continue gerando massa de manobra para que cada vez mais políticos de uma casta tradicional e oligarca se perpetue no poder.

Portanto, convido a cada pessoa que visite uma escola e apoie de alguma forma projetos que visem melhorar o ensino público, mesmo que seus filhos estejam estudando em colégios particulares. E incentivo que levem seus filhos para também contribuir nisso, para que eles vejam o quanto é importante compartilhar suas experiências e conhecimentos com outras pessoas.

Em tempos que virou moda "ocupar a escola", acredito que se devemos ocupar ela, devemos levar algo de útil, que realmente contribua com o ensino, e que não prive nossos filhos ou alunos do maior bem que eles tem em suas escolas: o Direito a Educação e ao Aprender.



sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Só e educação liberta!

Fonte: http://wellingtoncollege.edublogs.org/
Ao passar dos anos, tenho percebido cada vez mais a importância do ensino como agente transformador da sociedade e de forma geral da realidade em que vivemos.

Sou apaixonado por conhecimento. Quero aprender cada vez mais sobre tudo, desde a história humana, sobre como chegamos até aqui, o que fizemos durante o percurso do Homem sobre a Terra, como era o mundo e como ele é atualmente depois da nossa interferência, gosto de entender a política, a economia, os aspectos ambientais, o cotidiano, os esportes, as ciências médicas, etc. São tantos assuntos interessantes, que fica até difícil de focar em apenas uma coisa... e talvez nem tenha que ser assim.

Entretanto, vejo tantos problemas no modelo de educação atual, a forma como a mesma se relaciona com a realidade dos estudantes, como ela conflita com o modelo mental das pessoas nascidas nessa nova era e isso me leva a questionar o poder que hoje a escola possui sobre o futuro dessa geração.

Será que a escola nos dias atuais contribui para a formação intelectual e social dos estudantes? Será que ela prejudica? Será ela adequada na construção dos conceitos necessários para os futuros responsáveis por girar a roda do mundo?

São diversos questionamentos que ainda vejo em aberto e complexos de se responder com certeza. De certa forma, a escola é uma instituição (e falo de forma generalista, envolvendo tanto ensino público como privado). Ela sendo uma instituição e carregando diversos preceitos, conceitos e formato herdados das suas versões anteriores, podemos considerá-la como uma grande corporação, os chamados dinossauros... pesados, lentos e se me perdoam a expressão: ultrapassados.

Claro que vemos hoje diversas iniciativas dentro do ambiente escolar buscando renovar seus métodos e conteúdos, mas mesmo estas iniciativas chegam em geral de forma tardia. O que ocorre em geral é a aplicação de novas tecnologias em sala de aula, mas com o viés de simplificar o uso de recursos antigos: seja a aplicação de provas via dispositivos móveis, projetores que apenas reproduzem mídias frias e sem sabor. Uma educação ancestral.

"Conhecerás a verdade e ela vos libertará" (João 8:32). Essa frase para mim se traduz no entendimento de como o poder transformador da educação, através do conhecimento da verdade, pode nos livrar das amarras de uma vida limitante e nos permite chegar ao nível de libertação psicológica, social e econômica. A capacidade que nós temos de aprender e acima de tudo de questionar o que sabemos é um dos maiores dons que temos em nossa vida. Devemos levar em nós esse espírito de querer sempre aprender mais e mais, uma avidez pelo conhecimento e todos os seus benefícios que nos serão acrescentados - "A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento." (Provérbios 4:7)

Algumas pessoas acham difícil ou mesmo chato estudar. Mas se pararmos pra pensar, estamos sempre aprendendo de alguma forma, seja um novo jogo, uma nova receita, como usar um novo "gadget", etc. Só temos que entender o sentido daquele aprendizado em nossas vidas e achar um ponto que nos interesse, até que isso se torne prazeroso e divertido. 

Tudo bem, você deve estar pensando: "Como vou achar divertido e prazeroso estudar química, sendo que detesto essas coisas? Pra que vou aprender isso ou onde usar?". É exatamente isso que estou dizendo, você precisa primeiro se convencer da importância da química na sua vida para poder gostar de aprender. Precisa visualizar o assunto e/ou conteúdo em seu dia a dia para que ele possa trazer o valor necessário.

O fato é que aprender é inerente ao ser humano e faz parte da nossa busca interior, o que aprendemos ou queremos aprender vai depender dos nossos interesses, muito mais do que pela clara necessidade - afinal, posso viver sem saber química e ser feliz assim mesmo :). Mas a percepção sobre o valor do aprender deve ser descoberta e despertada em cada um de nós e mais do que isso, devemos considerar que muitas vezes nosso cotidiano e nossas limitações culturais nos impedem de ver além das coisas básicas e da necessidade do dia a dia - conhecimentos pra sobreviver em nosso mundinho geralmente dominam nossa mente. Quando conseguimos elevar nossos anseios, sonhar alto, ir além do clássico "feijão com arroz", então estaremos a um passo de conquistar esse desejo.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sebrae + Geekie + Projeto Âncora

Quando um vídeo resume todo uma busca, um trabalho de alguns anos. Agradeço demais ao SEBRAE por ter criado esse vídeo e disponibilizado ele na Internet para todo e qualquer cidadão que quiser evoluir o ensino no país possa ver.


Simples, direto, objetivo... e agora? Acho que é hora da ação, certo?? Replicar isso em escala nacional?

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Projeto Lumiar - Fundação Ralston-Semler

Depois de uma conversa muito interessante com um colega da minha empresa, fiquei sabendo de um tal empresário que havia sido premiado por sua forma inovadora de gestão. Aos 25 anos, contrariando os padrões da época (anos 80), iniciou em sua empresa uma gestão democrática... legal, mas o que isso tem a ver com educação?!

Bom, meu colega continuou o assunto e disse que esse tal empresário também iniciou um projeto voltado a educação, com um modelo parecido ao que aplicava ao gerir seus negócios.

Depois de pesquisar, encontrei o site do Projeto Lumiar, desenvolvido pela Fundação Ralston-Semler. Seu fundador, Ricardo Semler, é o tal empresário que citei a pouco.

Fiquei muito feliz ao saber que a idéia do projeto dele é fundamentalmente focada no ensino público brasileiro, e que inclusive, tem muitos traços parecidos com a minha visão para o Ensino Social.

Sugiro que você conheça mais sobre o Projeto Lumiar e se possível divulgue para que o projeto cresça e mais pessoas possam ser atingidas por ele.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Golden Circle (Cículo Dourado) - Como aprender?

Sou muito interessado em idéias de empreendedorismo, pois não consigo ver aprendizado maior do que viver aquilo que estudamos... Isso nos dá o propósito para aprendermos cada vez mais o mundo ao nosso redor. Se unirmos isso com assuntos que temos mais predileção, o que na linguagem terráquea significa: "fazer o que se gosta" - então, muito provavelmente, alcançaremos resultados valiosos em nossos estudos.

Mas qual a relação disso com o título: Golden Circle?

Não sei se você conhece este conceito, que hoje é muito utilizado por empreendedores para a criação de novos projetos, produtos, serviços, etc. O princípio fundamental é encontrar sentido no que se faz, antes de procurar encaixar uma idéia dentro do contexto mercadológico como lucratividade, escalabilidade, etc. Ou seja, ao invés de tentarmos fazer algo focado em seu potencial financeiro, devemos focar em algo que tenha um fundamento, um porquê de sua existência.

A pergunta fundamental a se fazer é: Porque? Qual sua real motivação? O que te faz querer aprender mais? Porque você precisa conhecer mais?

Esse tipo de questionamento nos leva a refletir melhor sobre o significado e a significância das coisas que fazemos em nosso dia a dia (não apenas centrado no estudo). Claro que esse é um tipo de pensamento que não é fácil de se ter, já que exige uma profundidade maior de auto conhecimento e de crítica em relação à si próprio. Sendo assim, esse tipo de visão não pode ser considerada no caso de crianças que ainda necessitam da orientação de pais e mestres para guiá-los até um caminho de conhecimento e saber, para somente quando chegar a sua maturidade psico-sociológica, poder desfrutar desse entendimento revelador/libertador.

Quando jovem eu sempre me questionava a respeito da real motivação dos estudos e muitas vezes me deparava com a visão de que: "algumas matérias não faziam sentido para mim e/ou para aquilo que eu desejava ser" (pelo menos naquele momento). Porém, um pouco mais a frente, percebi que o estudo me permitia ver o mundo de diferentes ângulos, sejam eles de uma visão mais mecanicista e exata, como a matemática, física e química, ou mais humanas como a geopolítica, filosofia, história, etc. Ambos os sentidos me levavam a um novo patamar, e que a partir dai pude desfrutar de novos questionamentos... aliás, o que é a vida senão uma sessão infinita de dúvidas (muitas vezes sem uma resposta).

É interessante perceber que as influências ao meu redor, que viriam a me motivar a gostar realmente de estudar, assim como gosto hoje, não foram diretas, nem impostas, seja pela família, escola, etc. Eu percebi essa necessidade e esse desejo de melhorar e de conquistar cada vez mais conhecimento, para me autoafirmar, me valorizar como ser humano. Tenho um lema: dessa vida só levamos nosso conhecimento. Acredito na vida eterna, no Céu, e acredito que lá seremos aquilo que construímos aqui. Esse é um dos pilares da minha motivação de conhecer cada vez mais. Talvez cada um deva encontrar o seu sentido para estudar, para se inspirar a saber cada dia mais. Pode ser para impressionar alguém, para se sentir melhor em seu meio social, para ganhar bem no emprego, ou conquistar algum cargo acadêmico.... sei lá. O importante é não desistir de procurar o seu WHY!

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O que a escola deveria aprender antes de ensinar

É lindo ver que temos pessoas com uma visão crítica e tão profunda sobre a problemática do ensino, não apenas o público, mas numa visão mais ampla e complexa.

No vídeo, Viviane Mosé,  poetisa, filósofa, psicóloga, psicanalista e especialista em elaboração e implementação de políticas públicas, faz um discurso e análise sobre as questões fundamentais do ensino e sobre a escola.


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Dica de Filme: Como Estrelas na Terra



TAARE ZAMEEN PAR: COMO ESTRELAS NA TERRA

A Resenha fica por conta de Darlene Godoy de Oliveira, Psicóloga, Mestre e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento e professora dos cursos de Pós Graduação em Psicopedagogia na Universidade Mackenzie e no Centro Universitário UNIFIEO

O filme retrata a história de Ishaan Awasthi, um garoto indiano de 8 anos de idade que sofre diante das letras, livros e cadernos. Consequentemente, recorre com intensa frequência a seu mundo imaginativo repleto de pipas, peixes e desenhos. Suas dificuldades são percebidas pelos professores e pais como decorrentes de pouca dedicação e empenho e, diante da gravidade dos problemas e em parte como um castigo, os pais de Ishaan colocam-no num colégio interno. Lá, as dificuldades de aprendizagem agravam-se ainda mais e o garoto começa a desenvolver um quadro depressivo importante que é ignorado. 


O panorama da situação muda quando um jovem professor de Artes chega ao colégio e passa a se preocupar com Ishaan acompanhando-o de perto. Coincidentemente, este professor é disléxico e aos poucos percebe que os tipos de erros de leitura e escrita apresentados pelo garoto indicam que ele também pode ter o transtorno. Paralelamente a isso, o professor consegue incentivar o talento nato de Ishaan para desenhar e ao final do filme, ele é reconhecido por todos do colégio como um excelente artista.

Não pretendo discorrer sobre este filme segundo alguma teoria psicológica específica, mas refletir sobre o impacto que a existência da Dislexia pode atingir nas dimensões cognitiva, comportamental, familiar, escolar e macro social. Além disso, gostaria de assinalar brevemente as principais evidências neurobiológicas da Dislexia, que tem sido pesquisada há mais de um século em diversos países do mundo.

Ishaan, apesar de frequentar regularmente a escola e ser acompanhado pelos pais em casa, não é capaz de decodificar letras em sons com precisão, falha ao escrever espelhando letras e as percebe em movimento quando tenta ler. O último sintoma é relatado na literatura científica como stress visual e é presente em parte dos casos de Dislexia. Além disso, a leitura das crianças disléxicas tende a ser lenta e penosa devido a erros de inversões de letras e sílabas, confusões auditivas, confusões de letras por similaridade visual, omissões e acréscimos de letras, sílabas ou sons.

Por apresentar tais déficits cognitivos, Ishaan passa a perceber as tarefas acadêmicas como aversivas e desenvolve constantemente estratégias de fuga e esquiva das mesmas. Recorre ao mundo imaginativo, dispersa-se facilmente na escola e esconde dos pais o boletim escolar. Quando é colocado num colégio interno e percebe-se privado do contato familiar, torna-se apático e triste. Pesquisas4 apontam que crianças e adolescentes disléxicos tendem a apresentar maior susceptibilidade a desenvolver depressão e transtornos de comportamento. São muito comuns os comportamentos de fuga e esquiva diante das situações de aprendizagem formal, uma vez que nelas há constatação das limitações e o fracasso para a leitura.
A família de Ishaan, de início, não sabe como lidar com o problema. Por falta de informações sobre a existência da Dislexia, bem como pela ausência de acompanhamento e orientação escolar adequados, interpretam as dificuldades escolares apresentadas pelo garoto como decorrentes de preguiça e falta de interesse. Fazem uso de disciplina rígida com castigos físicos e ofensas. Enquanto a mãe tende a ser mais afetiva, o pai parece não perceber que Ishaan sofre com suas dificuldades e que seus comportamentos opositores refletem a necessidade de que haja um olhar mais compreensivo para sua situação. No nível macro social, nota-se uma grande preocupação principalmente por parte do pai em relação ao sucesso profissional na fase adulta. Este é um homem de negócios que valoriza a conquista pelo primeiro lugar, o mérito individual e a competitividade. Por outro lado, Ishaan apresenta grandes habilidades para desenhos e artes, sendo esta uma carreira pouco convencional para os padrões do pai. Portanto, numa sociedade que se propõe inclusiva, os valores e concepções de sucesso precisam ser repensados considerando as potencialidades e limitações que todas as pessoas apresentam.


O ambiente escolar no qual Ishaan está inserido é conservador e autoritário, tanto no primeiro como no segundo colégio. Em uma das cenas iniciais em sala de aula, a professora lhe solicita fazer leitura em voz alta. Ao simular o comportamento de ler emitindo sons não compreensíveis sem hipóteses de correspondência letra-som Ishaan torna-se alvo de chacota para os colegas e de ofensa para a professora, pois é desta maneira que ela interpreta sua atitude. Em nenhum momento do filme os professores e a equipe pedagógica questionam a eficácia de seus métodos de ensino e se estes são os mais adequados para Ishaan, uma vez que ele falha sistematicamente em ler e escrever. A tendência adotada foi a de culpabilizar o garoto por suas dificuldades. Atualmente, diversos países no mundo têm questionado e modificado seus métodos de ensino e de alfabetização considerando a existência da Dislexia. Com tais adaptações, diante do transtorno tais crianças não são mais culpabilizadas. Pelo contrário, o reconhecimento implica no auxílio pedagógico para a promoção da autonomia escolar.

Apontando agora para os principais achados científicos da Dislexia do Desenvolvimento, este é um transtorno de aprendizagem no qual o fator que mais chama a atenção é a discrepância entre a existência de boas condições ambientais e emocionais para aprendizagem, bom nível intelectual e ausência de déficits sensoriais ou neurológicos que, por sua vez, contrastam com rendimento de leitura pobre e lentificada, notado nos domínios de acurácia, fluência e compreensão. O caráter neurobiológico e constitucional da Dislexia é confirmado por achados recorrentes de estudos que apontam padrões de herdabilidade de Dislexia em famílias; padrões diferenciados de ativação cerebral observados com registro de neuroimagem, como hipoativação do lobo cerebral esquerdo em tarefas linguísticas; e, por fim, diferenças no processamento auditivo, visual e no padrão de movimentos oculares.

A fim de abarcar todas as dimensões da aprendizagem, o diagnóstico deve ser feito em contexto multidisciplinar por profissionais da saúde (fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo, oftalmologista, neurologista infantil). As características clínicas da Dislexia, os métodos de avaliação, bem como a construção e eficácia de programas interventivos cognitivos, educacionais e psicossociais para o tratamento do transtorno tem sido debatidas em países diversos e já estão inseridas nas políticas públicas em educação em forma de decretos e resoluções nos E.U.A., Reino Unido e Ilhas Canárias. No Brasil, tramita na Câmara dos Deputados o PL 7081/2010, que dispõe sobre o diagnóstico e o tratamento da Dislexia e do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade na educação básica, de autoria do Senador Gerson Camata - PMDB/ES.

Enquanto profissionais da Psicopedagogia, área de intersecção entre a saúde e a educação, temos o dever ético e profissional de auxiliar na promoção da aprendizagem através da condução de diagnóstico e tratamentos adequados das crianças, adolescentes e adultos disléxicos. Uma vez que a Dislexia é presente em países com sistemas linguísticos diversos e sua existência independe do nível sócio-econômico, devemos avançar nas discussões das políticas públicas que favoreçam a autonomia destas pessoas.


Assista ao filme completo aqui:

Link para download do filme:

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Aluno: Ame o que você faz!


Muitas vezes, as dificuldades que temos na vida escolar estão diretamente relacionadas ao grau de determinação, comprometimento e amor que empregamos na execução de nossas atividades. O estranho é que essas dificuldades se apresentam constantemente nos alunos e isso chama a atenção.

É fundamental saber o que nos leva a não querer estudar, ou a não gostar de estudar. Acho que todos concordam que quando ganhamos algo, deve haver naturalmente, um sentido de felicidade e realização, certo?! Caso esse sentimento não surja, geralmente buscamos entender o motivo e corrigi-lo. É fato que, quando estudamos ganhamos conhecimento, novas habilidades entre outras coisas. Então, por qual motivo algumas pessoas não se sentem felizes por isso? Em grande parte por não verem ou sentirem o que ganharam.

Um dado importante, sempre destacado como uma das principais reclamações dos estudantes, ou até em pessoas que já concluíram os estudos, é a de ter que estudar coisas que não veem sentido, utilidade ou necessidade em suas vidas. De fato, eu lembro de ter que aprender coisas em meus tempos de colégio que nunca mais utilizei (por exemplo, a fórmula de Bhaskara), mas de certa forma, consigo ver o valor delas para o meu crescimento e sei que estas mesmas devem ser muito úteis para profissionais de determinadas áreas. Nem todos consegue enxergar ou se aproveitar disso, o que é bem normal, comum e recorrente.

Não precisa ser nenhum especialista no assunto para saber quais matérias os alunos tem mais aversão e quais eles mais se identificam ou gostam. Caso queira, faça uma simples enquete com seus alunos ou filhos e logo descobrirá. Em geral, matérias mais técnicas como química, física e matemática fazem parte do hall das mais odiadas nas pesquisas de opinião (estou apenas levando em conta algumas buscas simples que fiz no Google). É óbvio que essas matérias são necessárias, mas também possuem no currículo conteúdos bem pouco usuais ou com díficil comprovação de sua aplicabilidade.

Creio que grande parte dos problemas da perda de interesse ou repúdia dessas matérias está relacionado a ausência de programas que busquem exemplificar o uso desses conteúdos, ou até de usos pouco atrativos. Sei que há tantas formas saudáveis, divertidas e até mesmo empolgantes de ensinarmos, e com o uso de novas técnicas e tecnologias podemos criar novas formas e métodos para todo e qualquer tema.

Se mantivermos um modelo antiquado, milenar (perjorativamente) e chato, vamos continuar vendo as crianças e jovens muito mais interessados em acessar sites de bobagens, piadas, entre outros conteúdos, muito mais animados, e chamativos do que em aulas e no aprendizado.

É imprescindível cativarmos nossos alunos, buscarmos despertar neles o desejo e amor pela sabedoria e conhecimento, para que eles possam levar este espírito como parte fundamental de suas personalidades durante a vida adulta.




quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A educação nos dias da tecnologia


Versão legendada em português de um vídeo no qual CEO de diversas empresas falam das exigências atuais postas à escola, na tarefa de formar cidadãos no Século XXI. A necessidade de incorporar as tecnologias digitais é destacada.


Como as redes sociais podem contribuir com a educação do século XXI? No vídeo, quem fala sobre o assunto é Américo Amorim, presidente da Daccord, empresa especializada em plataformas educacionais que desenvolveu o game Saiba Mais Enem. A apresentação aconteceu durante a terceira edição da Série de Diálogos O Futuro se Aprende sobre Tecnologias na Educação, que aconteceu no dia 10 de setembro de 2012. O encontro foi promovido por Inspirare, Porvir e Fundação Telefônica e reuniu cerca de 60 representantes de diversos setores da sociedade para discutir as oportunidades e desafios do uso da tecnologia na educação.


A tecnologia é algo que faz parte da realidade do homem. Através dela nós chegamos onde chegamos. Devemos saber extrair o melhor de toda essa tecnologia, toda essa realidade de socialização, compartilhamento e acesso a informação que a Internet e os mecanismos tecnológicos nos proporcionam.

Pensem nisso!

Redes Sociais para Educação

Edmodohttps://www.edmodo.com/?language=pt-br
Triahttp://www.redetria.com.br